Foi com esta ideia que Joaquim Reis, Diretor da Fundação Repsol Portugal, abriu o evento “Rumo ao Net Zero: soluções de base natural para a captura de CO2”, no Instituto Superior de Agronomia (ISA), nesta quarta-feira, 26 de fevereiro, acreditando que “estas iniciativas fazem que com estejamos todos os anos a debater as soluções de base natural como uma oportunidade”.
O próprio crê que estas soluções podem ajudar na melhoria do solo e no aumento da sua capacidade de naturalidade, além de “beneficiarem tanto o meio ambiente, quanto os agricultores, promovendo os benefícios das culturas e a produtividade agrícola”.
Também as florestas desempenham “um papel significativa na captura de carbono”, “pelo que a proteção e a instalação de necessidades são essenciais”. Joaquim Reis ainda acrescentou que “as florestas são verdadeiras distribuidoras de carbono, absorvendo grande quantidade de CO2 através da fotossíntese”.
Como bom exemplo, referiu o Projeto de Tratamento de Florestas, assinado pela Fundação Médico Solidário e o Grupo Silvestres, no mesmo Salão Nobre do ISA: “trata-se de um projeto de reconstrução em grande escala para a mitigação da pegada de carbono, numa colaboração público-privada”.
O responsável da Repsol concluiu a sua intervenção, frisando que é “fundamental que, pela primeira vez, existam políticas e práticas que apoiem estas soluções [de base natural], garantido o futuro da Europa”.
O evento aconteceu no instituto universitário referido, juntando especialistas de diferentes setores para discutir o sequestro de carbono e a redução das emissões de GEE (gases com efeito de estufa).