A Federação Portuguesa de Cicloturismo e Utilizadores de Bicicletas (FPCUB) partilhou, em comunicado à imprensa, a sua posição em relação aos incentivos do Fundo Ambiental para bicicletas. A associação considera que o Fundo Ambiental deve ponderar a forma como apoia a compra de bicicletas caso pretenda atingir os objetivos da Estratégia Nacional para a Mobilidade Ativa Ciclável (ENMAC 2020-2030).
Em Londres e em algumas cidades da Alemanha, verificou-se que os mais desfavorecidos não utilizam a bicicleta por não terem dinheiro para a adquirir. A esta conclusão chegou o representante da cidade de Londres no Velo City 2021, que se realizou em Lisboa nos dias 6, 7, 8 e 9 de setembro. Segundo o palestrante, a cidade de Londres, a partir de 2022, iria ceder bicicletas mediante contrato (a exemplo do que acontece na Alemanha) a quem justificasse não ter posses para as adquirir.
Esta iniciativa levaria a uma diminuição da sobrelotação dos transportes públicos em distâncias até 12 km e seria uma forma de aumentar a utilização da bicicleta nas cidades.
Na opinião da FPCUB, o Fundo Ambiental, em vez de incentivar a compra de bicicletas de elevado valor, deveria criar condições para que os cidadãos sem meios possam usufruir da sua utilização através de um contrato.